terça-feira, 4 de outubro de 2011


“Dias Negros 2″

10 maio 2011 de litssumelo
“Em dias negros… Aqueles que eu não vejo você, mas posso senti-lo em mim. Essa presença, ausente que permanece comigo. Meus pensamentos fogem involuntários, embora os persigo. Vão ao encontro daquele a quem sentem tanta falta, embora, ...

“Até que enfim” (Etta James)

“Até que enfim” (Etta James)

“ Até que enfim meu amor chegou/Meus dias solitários acabaram/E a vida é como uma canção/Ohh sim sim/Até que enfim/O céu está azul/Meu coração ficou coberto de tranquilidade/Na noite em que eu olhei pra você/Eu encontrei um sonho, que eu posso dizer/Um sonho que posso chamar de meu/Eu achei um prazer apertar minha bochecha um prazer que eu nunca havia conhecido/Você sorriu/Você sorriu/E assim o encanto foi lançado/E aqui estamos no céu/Porque você é meu enfim…”
Sou completamente e irrevogavelmente apaixonada por músicas antigas, quando ainda faziam músicas com sentido, quando mereciam pertencer a denominação de música. Ao contrário do material vasto e diversificado que temos disponível hoje em dia, embora a maioria se mostra apenas como “barulho”.  Um amigo me disse certa vez, que “a música é um ruído que pensa” (M.S.).
 E essa música da Etta James é um excelente exemplo… acompanhada da sua voz inacreditável e de uma personalidade interessante. Mas a letra dessa música me encanta. Reflete o desejo que carregamos conosco com fervor… de que em algum momento encontraremos alguém que nos complete, que nos faça sentir únicos, que nos faça sentir especiais… e que nos faça dizer:  “Até que enfim…”
Mas… e quando não encontramos essa pessoa? Ou pior, como viver… sob a perspectiva de que de repente… nós podemos não encontrar???Sobrevivemos da melhor maneira possível, tentando sufocar o que antes era uma certeza…
Agora tornou-se um sonho almejado (praticamente uma ilusão)…
Um desejo segredado em seu coração, devido as várias e várias camadas de uma sucessão de erros e mágoas…
As pessoas casadas há muito tempo olham para você e lançam aquele olhar familiar e superior de “pena”…
Não porque são excepcionalmente felizes, mas, porque confundem o fato de “estar solteira” com “ser miseravlmente solitária”…
E a provação continua… e nas festas de famílias, o pesadelo se torna pior…
Você se afasta ou permanece educadamente sentada, ouvindo enfada as delongas sobre “filhos”, “maridos” e “problemas conjugais intermináveis”…
Cobranças sobre um namorado, um filho ou perguntas intermináveis sobre como anda a vida do seu “ex” e aí tentam consolá-la com “Ah, você ainda vai ser feliz com alguém”, como o fato de dizer isso… pode torná-lo real…
Mas tudo bem, você sorri e enfrenta mais olhares “penalizados”… afinal, “você estar solteira, é sua opção!”
E pessoas das quais não saberiam sobreviver sem apoiar-se num homem, lançam um segundo e mais carregado olhar de “pena”…
Mesmo que esses casamentos perfeitos sejam recheados de traições e indiferenças imperdoáveis… mas permanecem em relacionamentos infelizes porque é apavorante demais “estar em seu lugar” ou acham ainda pior… viver sem a confortável segurança financeira atual…
Ou sempre existe algumas pessoas fúteis e superficiais ao extremo, e dizem: “Deveria encontrar finalmente um marido rico!”
E com audácia também a olham com pena, mas, nesse momento é você que se preenche de pena…
Sim, você pode estar sozinha… mas há pessoas ainda mais sozinhas, (sem perceberem) em seus mundinhos dignos e lamentáveis… 
E quando chega em casa exausta, deita em sua cama e liga a televisão, porque o silêncio é assustador, mas ainda com a certeza de que se alguém entrar em sua vida… é para fazer valer… para amá-la e respeitá-la… como você compreendeu “até que enfim” ser merecedora…
Mas ainda assim fica se perguntando… como chegou até aqui?!
Como perdeu as esperanças ou (o pensamento mais depressivo e corrosivo) “o que há de errado com você por não estar com alguém”?
Então passa o triller de um filme romântico… beijos aos sons de música, momentos de perdões e reconciliações…
Porque alguém resolveu que era produtivo e benéfico fazer garotinhas acreditarem no “príncipe encantado”…
E você cresce com essa idéia, assim como o falso mito da perda da virgindade será um fato mágico, ou quando você amar pela primeira vez será mesmo… eterno!
E então como sobreviver quando você descobre que tudo que lhe contaram… é apenas uma camuflagem da verdade vil…
Então aí está você… magoada e “solteira”… mas orgulhosa da sua independência pois seus erros ou acertos, a fizeram uma mulher forte e corajosa.
Mas um pouco de romance não seria ruim não é mesmo? Esse e um pensamento do qual teme dizer em voz alta…
Seria muito bom ter alguém para abraçar durante as madrugadas solitárias, ter alguém especial para ligar no fim do dia, ter alguém que agradeça a Deus pela manhã… simplesmente pelo fto de você existir. Você já teve a sa cota de relacionamentos casuais, deseja que alguém fique em vez de ir embora durante a madrugada. Mas… tem que ser alguém tremendamente especial… porque você cansou se contentar “com menos”
Mas… eu garnto, você vai sobreviver… vai ficar tudo bem, acredite…
Pois, mesmo que no fim… a tela escureça e surge os créditos…
Afinal, não importa que Cristopher Plummer esteja com 82 anos e em nada lembra o irresistível Capitão Von Trapp…
A verdade não é tão atraente… mas o sonho… nos transporta e divisa-nos de uma realidade angustiante…
Mas sempre teremos grandes talentos (e não Paris – Casablanca)… que despertam a esperança renegada mas não esquecida…
Afinal… estar sobrevivendo… não significa que em dado momento de sua vida gostaria de gritar, embora hesite em confessar:
“At last…”  … (Até que enfim…) e as lágrimas brotam inconscientes…

A luz dos olhos seus…

A luz dos olhos seus…

http://www.youtube.com/watch?v=Ll7lkSQS6OQ
Desde a primeira vez que eu recebi a potência dos seus olhos m mim… eu soube…
Você já era parte dos meus pensamentos… mesmo renegando-o com toda as forças do meu ser…
Eu ouvia a sua voz, do outro lado da parede… e meu coração saltava!
Então ficava em silêncio, para poder ouvi-lo, seguramente protegida atrás da parede onde você não poderia me ver…
Ainda assim… meu estômago pareciam abrigar mil borboletas, minhas mãos suavam frio e minhas pernas ameçavam fraquejar!
Basta a mençao do seu nome… para que eu me sinta ruborizar…
E você nem desconfia e julga minhas ações como indiferentes…
Ai, se você soubesse como a sua presença me incendia e jamais eu poderia ficar indiferente…
Eu aprendi distinguir seus passos no corredor, assim eu poderia mudar meu trajeto.
Eu sei, soa tão patético, quanto realmente é…
Eu evitei de todas as formas impossíveis… não “encontrar” você…
Ou os seus olhos…
Mesmo que seus olhos fossem negros, ainda teriam o mesmo impacto sobre mim… porque a rosa ainda teria o mesmo perfume, se esse não fosse o seu nome… como afirmou Shakespeare…
Mas esse sentimento condenável estava entranhado em mim, independente de meus esfrços em contê-lo…
Então resolvi me resignar…e aceitá-lo… sem mais relutar…
Era uma guerra, não contra você, mas contra mim…
E esse desejo alucinante tanto quanto lacerador…
Uma vez, nossas mãos se tocaram num gesto casual…
Percebi que o choque elétrico que passou por mim…foi o memso para você…
E fingindo fazer parte da parede, me recosto, absolutamente em silêncio, observando-o…
A essa altura… cada linha de expressão do seu bonito rosto, é mais familiar para mim… que o meu próprio rosto…
Ou cada músculo e detalhe do seu viril corpo… eu posso descrever sem a menor dificuldade…
Cada raro momento que nos encontramos… são momentos para recordar mais tarde, em minha cama, durante as noites insones…
Eu amo você… não pelo que representa…
Mas porque quando olho para você, consigo ver o que mais ninguém vê…
Sobre sua couraça…há um homem magnífico, inteligente e engraçado…
Mas que por hora é infeliz e tão solitário… que desmedidamente incmpreendido por seus atos…
Acho que ninguém se atreveu a olhar você de tão perto… como eu…
Mas você desconhece eses sentimentos meus, tão velados…
Apesar de ainda achar absurdo a forma como sua presença é esmagadora para mim… ou de me sentir revoltada quando não consigo erguer meus olhos e sustentar seu olhar cativante e extremamente intimidador…
Para mim… tudo isso é tão absurdo quanto inusitado…
Nunca ninguém me causou tanto impacto ou me fez desviar o olhar antes…
E se você me conhecesse melhor… saberia o quanto isso é perturbador…
Eu continuo a sonhar com você, momentos intímos que jamais se realizarão…
E quando acordo no dia seguinte, digo para meu reflexo no espelho, tentando ser convicta:
“Hoje eu vou retribuir seus olhares e conversar com você como eu gostaria…!!!”
Mas basta eu passar pelas portas de vidro… e nem preciso vê-lo, apenas ouví-lo é suficiente para esmorecer…
E mais uma vez… eu perco a chance… 
Não tendo coragem suficiente de encará-lo…
Covarde, me frusto, me odeio tanto… que chego a extravsar em lágrimas…
Eu não sei explicar… mas eu não consigo olhá-lo da forma que desejo…
E fazê-lo compreender… que nunca me senti asim antes…
Que não é timidez ou indiferença…
É algo maior, mais profundo e arrebatador…
Mas… sempre haverá o dia seguinte…
E talvez quem sabe…
Não, nem assim…
Então baixo minha cabeça e me perco nos corredores…
E hoje a noite, quado eu deitar em minha cama…
Só me restará… sonhar com você… mais uma vez…
(Texto extraído do meu livro “A luz dos olhos seus”)

Fogo…

Fogo…

Algumas paixões são assim não é mesmo?
Dói… queima…
Um misto de ódio e paixão…
Consume você…
Corrói…
Sufoca…
Mas você não consegue esquecer…
“Como tatuagem sob a pele…”  - Diz certa canção.
Há laser para remover tatuagens nos dias de hoje…
Mas esse tipo de paixão avassaladora não há… não é?
“Eu me odeio por amar você” – Como afirma a rockeira Joan Jets and The Blackhearts (I hate myself for loving you)
Às vezes o ódio por se render a esse tipo de paixão desequilibra a balança e você odeia das profundezas de suas entranhas…
Mas não é o objeto do seu amor que você odeia, é você mesmo..
Por lutar tanto contra… e no fim do dia render-se mansamente…
Basta um olhar, basta ouvir a voz, basta sentir o cheiro…
Ou basta a lembrança de uma palavra trocada, um roçar de mãos despercebido…
Para incendiar o seu corpo e cair por terra todos os avisos para afastar-se…
Há dias que simplesmente entregar-se a essa paixão… parece ser o certo a se fazer…
Talvez o fogo não queime, talvez seja o melhor ser consumida pelas chamas… dessa paixão…
“O amor é como uma chama/ Ele te queima quando ardente/O amor machuca…” -  Com sua voz marcante cantava a banda Nazareth.  (Love hurts)
Ele não está tão errado afinal…
O fogo aquece…
O fogo transforma…
O fogo pode realmente ser considerado o maior descobrimento na evolução humana…
O fogo é vida.. é poder… é paixão…
E são nesses dias…
Que ser queimado por essa paixão… realmente não parece tão ruim…
E mentir para você que isso de repente… pode dar certo! Não lhe incomoda tanto…
E a dor de ser queimada… chega até ser prazerosa…
Porque como diz Rhianna… “Eu amo o jeito que queima… eu amo o jeito que dói”  (I love the way you lie)
Ohh, acredite… eu sei o que é ser consumida pelas chamas…
;-)
  

“Debaixo de suas roupas…”

 
“Debaixo de suas roupas (Shakira )
Você é uma canção/Escrita pelas mãos de Deus/Não me entenda errado porque/Isto pode soar um pouco estranho/Mas você é o dono do lugar
Onde todos meus pensamentos vão se esconder/Debaixo De Suas roupas/É onde eu os encontro/Debaixo De suas roupas/Há uma história infinita
Há o homem que eu escolhi/Há o meu território/E todas as coisas que eu mereço/Por ser uma boa menina/Por causa de você/Eu esqueci das formas inteligentes de mentir”
 
Não somente a canção como a melodia que hoje faço uso…
Há dias melhores…
Há dias piores….
E há dias em que existe V-O-C-Ê…
E são esses dias que faz meu coração se apertar por uma razão justificável…
São esses dias… que esquecer de respirar… se explica…
E que um sorriso espalha-se no meu rosto… sem razão de ser presunçoso…
É simplesmente a reação que sua presença arrebatadora causa em mim…
No universo paralelo à sua vida…. do qual eu vivo…
Sem você ter a minima pista… sem você sequer tomar conhecimento alheio a realidade…
Que em mim faz morada…
Mas independente de sua completa e segura e certamente, obrigatória, ignorância dos fatos…
Continuo meu caminho… com passos contados aos sobressaltos…
Porque nunca sei quando vou encontrá-lo…
Embora nós dois sabemos… qual será minha reação sem margem de dúvida…
Em meu mundo aleatório…
O silêncio é um grito que ecoa na vastidão de minha imaginação…
Ao ver-te tão absorto… sem perceber que estou tão perto que posso quase tocá-lo…
Sem ousar jamais fazê-lo…
 Fico aqui… no meu mundinho complexo e indefectível…
Enquanto meus olhinhos o seguem inconsequêntes… inconsciêntes… incorrígiveis…
Eu fico a imaginar… o que há por debaixos dessas roupas…
E isso me faz arfar…
Porque nesse momento há muito…
Esqueci de como respirar…

“Em algum lugar nessa noite de verão…”

“Em algum lugar nessa noite de verão…”



Em algum lugar nessa noite de verão…
Encontra-se você…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Seus pensamentos podem estar livres e soltos…
Enquanto você é o detentor dos meus pensamentos…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Você está se convalescendo…
E tudo que eu posso fazer… na distância imposta… é torcer e orar…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Gostaria de saber o que seus olhos magnetizantes… podem ver…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Fico a me perguntar, com quem você poderia estar absolto em uma conversa…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Pensei ter visto você… em seu carro passar…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Seu coração bate serenamente… enquanto o meu busca o seu…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Eu olho para o céu… e penso se estariamos observando…  o mesmo céu…
Em algum lugar nessa noite de verão…
Eu estou aqui… sentindo, respirando, pensando, buscando, sob o efeito de sua “ausência-presente”…
E você está … em algum lugar nessa noite de verão… 

“Coisas que eu sei…”

“Coisas que eu sei…”

Meus textos sempre são inspirados ou contém como plano de fundo… alguma música da qual eu adoro.
Mas hoje… essa canção traduz com perfeição… os sentimentos dos quis gostaria de transmitr para vocês nessa noite de hoje…
 
 
 
 
(Coisas que Eu Sei Danni Carlos)
 
 
 
Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia…
Agora eu sei…!